Giana Viscardi trocou as pranchetas pela música; desde então, lançou discos e arrancou elogios até de Nelson Motta
Josi Vicentin
Giana Viscardi, até tentou se formar em arquitetura - foi estudante do curso da USP (Universidade de São Paulo), um dos mais concorridos e renomados do país.
No entanto, a música falou mais alto e a moça decidiu que iria tirar seu sustento dos palcos. Ou melhor, da voz.
“Me profissionalizei em música quando fazia arquitetura. Foi na própria faculdade.” comenta. “Desisti do curso para viver da minha paixão”, completa a moça.
Giana não tem motivos para se arrepender da escolha - afinal, até Nelson Motta já rasgou elogios ao seu trabalho autoral.
O produtor musical e escritor disse que ela tem pelo menos cinco ótimas músicas, “o que é sensacional, raríssimo em novos compositores”, segundo palavras do próprio Nelson presentes no site da artista. (www.gianaviscardi.com.br)
Show em Bauru
Curioso para conhecer o trabalho de Giana? A cantora de São Paulo se apresenta hoje no SESC (Serviço Social do Comércio) de Bauru. O show tem a formação acústica e as presenças de Michael Ruzitschka e Conrado Goys, ambos no violão.
O show faz parte do Circuito Sesc, que passa ainda por Sorocaba, Presidente Prudente e São Paulo.
“Vou pra Europa na seqüência.” informa Giana Viscardi ao BOM DIA
O repertório é um apanhando da carreira - ela tem dois CD’s lançados, “Tinge” e “4321″. Também há uma homenagem aos 50 anos da bossa nova.
“Faço três releituras, com pegada mais moderna” explica. De Tom Jobim, ela canta “As Praias Desertas”; de Chico Buarque, “As Vitrines”, de Rosa Passos, “As Dunas”.
Primeiros Passos
A moça começou cedo na música. Ela diz que canta desde os 6 anos, quando “escrevia poemas e musiquinhas que cantava na banda da escola”.
A influência vem da família: o pai prefere o samba; a mãe o jazz, já os tios curtem a bossa nova.
Durante o curso de arquitetura, caiu nas graças de Tom Zé, que a apadrinhou durante o Circuito Universitário de Música, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura.
A faculdade deu lugar ao curso no Berklee College of Music, em Boston, onde estudou por cinco anos. “Fazia show no eixo Boston-NovaYork”, lembra. Foi nos Estados Unidos que nasceu seu primeiro disco, “Tinge”, lançado em 2001.
“O trabalho foi bem recebido, além de ter sido um passaporte para o Festival de Mountreux, na Suiça”, comenta.
De volta ao Brasil, Giana passou pelo Clam (Centro Livre de Aprendizagem Musical), dirigido pelos integrantes do Zimbo Trio.
Antes de se aprofundar no jazz americano, integrou banda de forró que se apresentava na noite paulistana.