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A cantora e compositora Giana Viscardi participa da “Canja do Jô”, nesta segunda, 7 de maio. Na abertura do Programa, Jô Soares apresenta a artista e sua banda, formada pelo violonista austríaco Michael Ruzitschka e os músicos Leandro Cabral (piano), Sergio Machado (bateria) e Carlinhos Noronha (baixo). “Vem Morena”, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, foi a canção escolhida para a “Canja”, apresentada no bloco final do “Programa do Jô”, da TV Globo, nesta 2ª feira, 7 de maio, depois do Jornal da Globo. Atualmente, Giana faz temporada em São Paulo. Apresenta-se às quartas (21 h) e sábados (22h00) no hotel Grand Hyatt São Paulo (Tel.: 6838-1234) e às quintas e sextas, no Le Coq Hardy, tradicional endereço da alta gastronomia de São Paulo (Rua Jerônimo da Veiga, 46, Itaim Bibi, Zona Sul, Tel. 3079-3344). Em julho, ela fará uma turnê de um mês na Europa, que inclui apresentações em Londres e Madri, além de cidades da Alemanha e Áustria.
Nos dias 9, 10 e 11 de fevereiro, em São Paulo, Giana Viscardi participou, ao lado de Joyce e Claudette Soares (foto), de três espetáculos da série “Era Iluminada”, do SESC POMPÉIA. Além das duas artistas, Giana dividiu o palco com João Donato, Roberto Menescal, Miucha e Adriana Godoy. Ela interpretou três clássicos da Bossa Nova - “Chega de Saudade”, “Saudade fez um samba” e “Influência do Jazz”. Os shows foram dirigidos pelo músico Filó Machado e tiveram apresentação de Miéle.
Giana tem já uma carreira internacional consistente e diversificada, marcada por apresentações em Boston, Nova York, Munique, Viena, Tóquio, Bangcok. Depois de se revelar no álbum “Tinge”, gravado em Boston em 2001, a cantora e compositora lançou recentemente o seu segundo CD independente, o 4 3 2 1, recebido com entusiasmo por gente como os músicos como Chico César e Arnaldo Antunes, além do compositor e produtor Nelson Motta. Em seu site (www.sintoniafina.uol.com.br), Motta não poupou elogios às canções compostas por Giana e seu parceiro, o violonista austríaco Michael Ruzitschka. “Entre os novos compositores que estão trabalhando uma nova MPB - escreve Nelsinho - uma das melhores revelações é a dupla formada pela paulista Giana Viscardi e o austríaco Michael Ruzitschka, que se conheceram na Berklee School of Music e produziram o disco 4321, que tem pelo menos 4 ou 5 ótimas músicas, o que é sensacional, raríssimo em novos compositores. Jazz, pop e música brasileira de primeira com o excelente guitarrista Michael Ruzitschka e o charme e a bossa da cantora Giana Viscardi.”
PERFIL GIANA VISCARDI
Bossa Nova faz parte de sua história
Giana Viscardi interessou-se cedo por música e desde criança cultivava a idéia de ser cantora. “Cresci ouvindo samba e bossa nova”, diz ela. A primeira música que aprendeu, gravada em seu primeiro disco, já indicava o caminho que veio a seguir: o clássico samba “Rosa Morena”, de Dorival Caymmi, inspirada na versão bossanovista de João Gilberto.
Mais tarde, estudou no CLAM, escola de música do Zimbo Trio, em São Paulo. Precocemente, aventurou-se na composição. O hábito de escrever surgiu na adolescência e rendeu até hoje centenas de poemas e letras de canções, inspiradas em poetas e letristas como Fernando Pessoa, Drummond, Vinícius de Moraes e Arnaldo Antunes.
Finalmente em 1999, incentivada por Tom Zé, com quem participou do Circuito Universitário de Música, decidiu-se pela carreira musical. Deixou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e foi para os Estados Unidos cursar a Berklee College of Music em Boston - celeiro de talentos musicais espalhados por todos os continentes. Lá conheceu Michael Ruzitschka, um violonista austríaco apaixonado por Baden Powell e por Bossa Nova em geral. A parceria entre os dois surgiu aos poucos e gerou canções e canções - muitas delas ainda inéditas. Outras foram gravadas por novas intérpretes, como as brasileiras Mariana Aydar e Ana Paula Lopes, e a alemã Sophie Wegener.
Além de dividir o palco com nomes de expressão na cena do jazz norte-americano, como Jerry Bergonzi, George Garzone e Bill Pierce, Giana já fez sete turnês pela Europa (de 2001 a 2006) incluindo apresentações no Festival de Montreux, e duas temporadas na Tailândia e no Japão (2005 e 2006). Ao voltar a São Paulo em 2003, ela foi premiada pelo Rumos Musical com a participação de uma coletânea e a gravação de DVD ao vivo no palco do Itaú Cultural - São Paulo.